quinta-feira, 2 de abril de 2009

Revista da Folha: Mi casa, su casa

Em janeiro de 2008 sugeri para a Revista da Folha uma matéria sobre pessoas que trocam de casa durante determinado período com outras; o home exchange, ou home swap.

Por coincidência, a revista estava fechando uma pauta sobre pessoas que sublocam quartos dentro de suas casas, prática comum na Europa mas ainda rara no Brasil, onde as pessoas muitas vezes veem isso como uma invasão de privacidade.

Pensando nessa questão da privacidade, repensei meu texto e o transformei num box, que reproduzo abaixo.



"Mi casa, su casa"

Abrir um quarto da sua casa para um estranho algumas vezes é só o começo. Se o assunto já coloca a privacidade em questão, há uma maneira de ser ainda mais ousado: deixar que uma família ocupe sua casa inteira, às vezes até pegando o seu carro emprestado.


"Isso tem de ser o resultado de um grande namoro", compara o administrador de empresas Ademar Couto. Ele é proprietário de uma casa em Maresias que já foi trocada por estadias no Caribe, em Paris, em Aspen e no Nordeste brasileiro.


O administrador é também responsável pelo Troca Casa, braço brasileiro do site Home Exchange (www.gti-home-exchange.com). "Na minha primeira troca, era uma pessoa que viria com o marido", lembra. "Eu mandei fotos nossas, vi fotos deles, até soube onde trabalhavam. Foi um processo que durou seis meses antes de a troca acontecer." Ele afirma que nunca teve surpresas ruins com seus visitantes. "O brasileiro normalmente tem a filosofia do 'se estou pagando, posso', mas nesse caso há um respeito mútuo, já que a pessoa está vindo para sua casa também", acredita.


A troca de propriedades é simultânea. Você permite que uma pessoa ou grupo se hospede em sua casa, enquanto passa os mesmos dias na propriedade dela. Para se cadastrar, o interessado paga uma taxa anual para um site que hospeda os cadastros de todos os membros. Essa ficha é, na verdade, um perfil da casa (com descrição de localidade, ocupação máxima, facilidade para transporte público, se aceita crianças etc).


Segundo Ana Neto, representante do site Intervac para Brasil e Portugal (http://intervac-online.com), o número de ofertas de casas brasileiras tem crescido. Em 2006, eram apenas duas ofertas. No último ano, foram dez. Ainda é muito pouco se comparado aos 20 mil membros que a empresa tem cadastrados em todo o mundo. Para incrementar a participação do Brasil, a estratégia é clara: além de uma representante que atende em português, a empresa oferece descontos de cerca de 60% para usuários brasileiros.

[Mauricio Sacramento]


Só o começo

Ok, este é um começo.
02 de abril de 2009, 21h56.

Estou de volta aos frilas e, por isso, resolvi tornar (mais uma vez) públicos alguns de meus textos, além de uma ou outra idéia.

=)